Blog Every Day August [BEDA]

Será que rola?

Nesse dia emblemático para os brasileiros de mais um disappointed, but not surprised com a política, é também o segundo dia do mês, e só hoje fiquei sabendo que tá rolando o Blog Every Day August. Tô voltando aos poucos a ganhar intimidade com a minha escrita, com meus hobbies, e também com minhas leituras de trabalho. Post passado eu falei sobre como journaling me ajudou a não pirar durante os últimos meses, e bem, o quanto eu sempre sinto falta de escrever e fico remoendo que não custa nada escrever alguma coisa aleatória pelo menos uma vez ao dia.

Aí entra o BEDA com o blog. Será que rola? Os posts do blog, normalmente, dão mais trabalho que meu journaling porque preciso refletir sobre o que escrever, pesquisar também, e me preocupar com fotos e coisas do tipo, então isso costuma me deixar preguiçosa. É aí que se estabelece a dinâmica que tenho hoje de: postar quando dá na telha. Será que consigo quebrar isso por um mês? Não sei, não sei, mas tentar é melhor do que nada, nem que seja pra render um post de como meu BEDA foi flopado.

Então é isso, só um aviso mesmo, e vamos fingir que esse post foi publicado ontem, ok? Dar uma pequena roubadinha em homenagem a votação do congresso hoje sobre a denúncia contra o Temer, rs. #pas

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Programação 2017

Olha só quem está de volta!

Início do mês eu estava plenamente convicta de que iria encerrar as “atividades” desse blog. Não que isso já não fosse um tanto óbvio com a última postagem aqui datando de julho, mas é aquela coisa né: ano novo e seu efeito psicológico coletivo de “recomeçar” e tudo o mais. Enfim, decidi voltar e – de novo – tentar ser mais assídua.

A verdade é que sumi porque não tinha ideia do que escrever aqui. Esse blog se tornou um nicho de relatos e impressões sobre minhas leituras. E aí o segundo semestre foi um verdadeiro Poço da Samara quanto a livros: solidão e flops literários quase que completos.

Não sei se vou mudar o teor do blog, provavelmente não. Vai continuar sendo majoritariamente sobre literatura, com alguns adicionais vez ou outra de coisas aleatórias, dependendo do que estiver na cabeça. Verdade seja dita: eu não tenho a menor programação pra 2017.

Mas pensei em fixar pelo menos uma postagem por semana por aqui – audaciosa.

 

 

Everybody changes

Algumas pessoas me perguntam por que eu eu tenho um blog. Qual a necessidade de um diário virtual na minha vida? Será que eu já não sou grandinha o suficiente pra parar com esse tipo de coisa? Eu mesma não, mas hoje em dia, convenhamos que quem ficou grandinho pra brincar de diário virtual foi o próprio blog.

No início, logo que voltei pra essa realidade depois de um tempo afastada, confesso que fiquei assustada com a velocidade de reconhecimento e cristalização da profissão “blogueiro”. Quer dizer então que agora era possível ganhar dinheiro com blogs? E não qualquer dinheiro, mas muito dinheiro mesmo, dependendo do seu nicho.

Aquela parte conservadora que todo mundo tem se aflorou em mim, e eu procurei pessoas com quem pudesse desabafar e que passassem pelos mesmos anseios que eu estava passando, as mesmas frustrações de produzir conteúdo pra ninguém ver. De ter que se desdobrar pra, de repente, tornar o blog um lugar atrativo, torná-lo uma vitrine que as pessoas quisessem entrar e “comprar” minhas opiniões sobre seja lá o que eu estivesse escrevendo.

Entrei na histeria e paranoia de ir atrás de posts “como conseguir mais seguidores”, “como ter mais comentários no seu blog”, “como aumentar suas visualizações” e coisas do tipo. Claro que eu não consegui ter pique. Sou uma blogueira sem disposição pra tornar isso uma profissão, o que significa meio que assinar um atestado de que tá difícil ganhar dinheiro (ou livros, que era meu maior sonho, na real) com meu blog. Mas a diferença é que já não julgo quem quer isso, quem faz isso, desde que, evidentemente a pessoa não seja o que costumávamos chamar lá nos old times de “copycat”.

E sabe por quê?

A profissionalização dos blogs trouxe coisas boas:

  1. Reconhecimento.
  2. Melhoria das plataformas e ferramentas.
  3. Aumento das redes.
  4. Aumento do escopo do que podemos fazer com um blog.

Eu venho de uma formação acadêmica, minha vida e alma pertencem à universidade, e quem sabe, se eu não enlouquecer, à Ciência. Escrever cientificamente se mostrou uma verdadeira porcaria. É difícil, é seco, mas precisa ser simples e direto. Adivinha onde eu encontrei o melhor jeito de treinar isso? É, aqui mesmo.

Então, mudanças fazem parte. E eu to fazendo a minha, mudando um pouco esse blog, propondo-o não como um espaço profissional de diálogo ou uma vitrine de opiniões, mas um laboratório pra exercitar minha escrita, seja ela a acadêmica ou, a que cada vez é mais rara, a literária.

O que eu quero dizer é que vocês vão ver por aqui posts mais diferenciados, relacionados a minha área de estudo, que pra quem não sabe é Ciências Sociais/Política. Mas os livros, a literatura, vai continuar fazendo parte, porque aí é pedir pra chutar o pau da barraca e se internar.

No mais, espero que a gente se veja em breve! 😉