Hábitos

Se você quer mudar um hábito em 2017, REFLITA SOBRE VOCÊ. Que tipo de pessoa você é? Quando você teve êxito no passado? O que te estimula? O que você consegue controlar? Não ache que se você só conseguir manter sua mesa limpa, você vai ser tão produtivo quanto seu colega organizado. Não se force a manter uma lista de afazeres se você detesta a própria ideia de lista.

Gretchen Rubin. “Old habits die hard – here’s how to change your life in 2017“. The Guardian. Dezembro, 29, 2016. (tradução própria).

Eu topei com esse artigo do The Guardian sem querer. E eu normalmente acho tão chato sessões de colunas “vida e estilo” porque geralmente é alguém discutindo como você deveria orientar sua vida e tentando te dar um passo a passo que parece simples e revolucionário, mas nunca é. Fora que atualmente a maioria dessas sessões é como você ser feliz, bem sucedido e produtivo na vida – ou como eu costumo enxergar, como tentar fazer da sua vida um cenário de filmes hollywoodianos contemporâneos da vida “agitada” de Nova York.

Esse tipo de coisa me lembra uma crônica do “Alguém Especial”, um livro publicado pelo jornalista Ivan Martins, que eu li lá em 2014. Não lembro o título e nem todo o teor da crônica, mas era algo sobre como os filmes de comédia romântica arruínam a gente porque criam expectativas irrealizáveis sobre nossas vidas. Se é intencional ou não, eu não tenho a menor ideia, mas a imagem que a gente tem das coisas nos causam impressões e associadas a um ritmo alegre e divertido que esses filmes tem, causam sim algum tipo de influência – sobretudo quando estamos naquelas fases de “começar” algo ou meio perdidos sem saber o que fazer.

Pelo menos é assim comigo. Por que Deus e a Netflix sabem que quando quero dar um gás na produtividade eu coloco “Legalmente Loira” pra rodar – nada dá mais vontade de fazer as coisas do que a cena dela com a fantasia de coelhinha comprando o notebook pra se dedicar aos estudos. Mas bem, como milhões de textos de “vida e estilo” já disseram por aí, nossa vida não é mesmo as cenas de um filme ou os vídeos de blogueiros do youtube, ou as fotos do instagram. Aqueles são enquadramentos, fragmentos que a gente arbitrariamente embeleza para que os outros vejam. E tudo bem, é bonito mesmo. A estética é uma coisa impressionante  – ainda mais a estética do individualismo liberal moderno, que é a que a gente aprende desde que nasce.

Mas o que tudo isso tem a ver com o excerto do The Guardian ali de cima?

Que a autora começa te mandando refletir sobre si. E isso é uma coisa que a gente costuma fazer tão pouco. Ou quando faz, é numa crise de “bads” existenciais. Passei a virada, depois do texto, realmente pensando no tipo de pessoa que eu sou – olha lá a auto-ajuda surtindo efeito – e no quanto me aborreço ou me frustro por algumas expectativas irrealizáveis sobre mim, feitas tanto internamente quanto externa. É uma paranoia, na verdade, se a gente parar e pensar o quanto a gente fica tentando moldar nosso comportamento em relação ao outro e o quanto a internet é um canal de influência sobre isso.

Acho que a coisa mais certa mesmo é que hábitos são difíceis de mudar – die hard, mas porque a gente sequer conhece nossos próprios hábitos a ponto de conseguir se desprender deles. Então… Repete aí comigo: I am one with the Force, the Force is one with me. O que basicamente significa, confia e vai, mana!

Esse texto ficou auto-ajuda? É né, fazer o quê.

E eu gosto de listas.

Mas realmente preciso torná-las mais realizáveis.

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