Everybody changes

Algumas pessoas me perguntam por que eu eu tenho um blog. Qual a necessidade de um diário virtual na minha vida? Será que eu já não sou grandinha o suficiente pra parar com esse tipo de coisa? Eu mesma não, mas hoje em dia, convenhamos que quem ficou grandinho pra brincar de diário virtual foi o próprio blog.

No início, logo que voltei pra essa realidade depois de um tempo afastada, confesso que fiquei assustada com a velocidade de reconhecimento e cristalização da profissão “blogueiro”. Quer dizer então que agora era possível ganhar dinheiro com blogs? E não qualquer dinheiro, mas muito dinheiro mesmo, dependendo do seu nicho.

Aquela parte conservadora que todo mundo tem se aflorou em mim, e eu procurei pessoas com quem pudesse desabafar e que passassem pelos mesmos anseios que eu estava passando, as mesmas frustrações de produzir conteúdo pra ninguém ver. De ter que se desdobrar pra, de repente, tornar o blog um lugar atrativo, torná-lo uma vitrine que as pessoas quisessem entrar e “comprar” minhas opiniões sobre seja lá o que eu estivesse escrevendo.

Entrei na histeria e paranoia de ir atrás de posts “como conseguir mais seguidores”, “como ter mais comentários no seu blog”, “como aumentar suas visualizações” e coisas do tipo. Claro que eu não consegui ter pique. Sou uma blogueira sem disposição pra tornar isso uma profissão, o que significa meio que assinar um atestado de que tá difícil ganhar dinheiro (ou livros, que era meu maior sonho, na real) com meu blog. Mas a diferença é que já não julgo quem quer isso, quem faz isso, desde que, evidentemente a pessoa não seja o que costumávamos chamar lá nos old times de “copycat”.

E sabe por quê?

A profissionalização dos blogs trouxe coisas boas:

  1. Reconhecimento.
  2. Melhoria das plataformas e ferramentas.
  3. Aumento das redes.
  4. Aumento do escopo do que podemos fazer com um blog.

Eu venho de uma formação acadêmica, minha vida e alma pertencem à universidade, e quem sabe, se eu não enlouquecer, à Ciência. Escrever cientificamente se mostrou uma verdadeira porcaria. É difícil, é seco, mas precisa ser simples e direto. Adivinha onde eu encontrei o melhor jeito de treinar isso? É, aqui mesmo.

Então, mudanças fazem parte. E eu to fazendo a minha, mudando um pouco esse blog, propondo-o não como um espaço profissional de diálogo ou uma vitrine de opiniões, mas um laboratório pra exercitar minha escrita, seja ela a acadêmica ou, a que cada vez é mais rara, a literária.

O que eu quero dizer é que vocês vão ver por aqui posts mais diferenciados, relacionados a minha área de estudo, que pra quem não sabe é Ciências Sociais/Política. Mas os livros, a literatura, vai continuar fazendo parte, porque aí é pedir pra chutar o pau da barraca e se internar.

No mais, espero que a gente se veja em breve! 😉

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