Se você gosta de I Guerra Mundial, pode gostar de Leviatã – Scott Westerfeld

Não, não é aquele livro enorme de filosofia escrito por Thomas Hobbes.

Dando início a um novo tipo de post aqui no blog sobre sugestão de livros com base em outros gostos, começo com um que me conquistou facinho.

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Tem aqueles temas que sempre nos chamam atenção, e que a gente fica se perguntando, às vezes, como as coisas teriam se desenrolado se alguns eventos não tivessem acontecido. Sobretudo quando se trata de guerras. Sempre que estamos estudando sobre as guerras mundiais, existem aqueles dias e momentos fatídicos que “mudaram o curso da história. ” Esse é o caso da trilogia escrita por Scott Westerfeld – mesmo autor da distopia Feios – que mistura fatos históricos com ficção de uma forma que te faz pensar com inveja: por que eu não consigo ter ideias assim para escrever?

Em Leviatã, o primeiro volume, a Europa já se encontra em tensão e o alto oficialato dos países sabem que um conflito vai ser deflagrado em breve. Nada muito diferente do que aconteceu na vida real, quando a morte do arquiduque do Império Austro-Húngaro, Franz Ferdinand, em Sarajevo se tornou o estopim para a I Guerra Mundial. E é assim que acontece, exceto que no livro, Franz Ferdinand deixou um filho vivo, herdeiro do Império e que está sendo caçado pelos dois lados que começam a se formar. Na vida real esses dois lados se reuniram sob os nomes de Tríplice Entente e Tríplice Aliança, enquanto no livro, eles são divididos entre os Mekanistas e os Darwinistas.

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Não bastando ser um livro de ficção da I Guerra Mundial, ele ainda é um livro STEAMPUNK. Sim, senhores. Nesse livro existem países cuja tecnologia é baseada nos estudos de Darwin, que foi um grande cientista inglês – e se alguém não sabe, o pai da seleção natural e com Mendel, um dos precursores da genética – e cuja base industrial e militar é através de criaturas orgânicas criadas a partir de manipulações do DNA, os Darwinistas. Do outro lado temos os países que tem sua base nas tecnologias a vapor e maquinaria pesada de ferro, os Mekanistas. A Inglaterra e a Alemanha são os principais representantes desses dois grupos.

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 O livro vem com ilustrações de algumas cenas que são narradas na estória. Além de ter uma das capas mais bonitas que eu já vi dos lançados nesses últimos anos. Nele você vai acompanhando como as “peças” vão se posicionando para o conflito que vai acontecer logo, e como os dois personagens principais, de origens opostas, vão se encontrar no decorrer da trama. Além, é claro, de relatos de manobras e estratégias de guerras, mas com zepelins feitos a partir da manipulação de genética de aves e uma baleia, além de maquinas pesadas que podem ser vistas a distância pela fumaça – uma coisa a la James West.

 A trilogia é composta também pelas continuações: Beemote e Golias, o último tendo sido lançado esse ano. Todos são publicados no Brasil pela editora Galera. E se eu fosse professora de história, com certeza proporia uma parceria com quem lecionasse literatura e faria um trabalho interdisciplinar com meus alunos a partir desse livro! 😉


Este post também é publicado no blog Leitores Fantásticos.

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