Amor à Segunda Vista: Peças Infernais

Ou aquele relato de vida de leitor que um livro/autor que você nunca gostou, pode ser uma questão de momento e não de um desgosto definitivo.

Recentemente (uns dois anos, acho) lançou o filme “Cidade dos Ossos”, baseado no primeiro livro da série Instrumentos Mortais, de autoria da Cassandra Clare, cujo gênero é fantasia urbana. Como eu sou dessas que quer primeiro ler o livro pra depois assistir ao filme – Mas não daquelas que fica de cara emburrada apontando que já leu no livro e é diferente, porque né, paciência, gafanhotos, são duas mídias/linguagens distintas -, fui atrás da série.

O cenário romântico era perfeito: estava numa fase de ler “jovem adulto”, era fantasia, fantasia urbana ainda por cima, que me trazia boas recordações do ensino médio quando era fissurada em Rachel Caine e Richelle Mead, mais o fato de que todo mundo andava me falando super bem. Só podia gostar né?

Mas não rolou.

Eu li todo o primeiro livro com aquela sensação de “É legal, tem potencial, mas… É clichê”. Tudo bem que YA tem muitos clichês – e eu nem me importo tanto assim com eles, na verdade -, mas enfim, o universo em si me interessou, só que não estava no clima, não tinha me prendido, tanto que nunca cheguei a terminar o segundo livro. Fui assistir ao filme, claro, e aí broxei de vez com aquela atuação sem sal da maioria dos atores.

Algum tempo depois, um hype enorme veio do lançamento de um livro novo da Cassandra Clare em conjunto com a Holly Black, e o fuzuê foi tão grande que o pessoal chegava a dizer que seria o “Harry Potter da nova geração”. Eu, obviamente, fui ver do que se tratava o tal do “Magisterium: O desafio de Ferro”, peguei pra ler e… Não terminei até hoje também. Não é um livro ruim, mas também não é tão bom (claro que pode ser pelo fato de que eu já não tenho a mesma cabeça de quando lia Harry Potter, né?) que faça jus a comparação com HP.

De qualquer forma, dada as experiências descritas, tinha certeza que Cassandra Clare e eu não daríamos certo.

A vida continuou com mais e mais livros dela foram sendo lançados – Americanos são máquinas de escrever.

Entre eles uma trilogia chamada “Peças Infernais”.

Pra onde eu olhava as pessoas falavam dessa trilogia, com quotes, com fanarts, com todo mundo respondendo no “Fictional Boyfriend TAG” ou Will Herondale ou Jem Castairs, além de uma história de Wessa e Jessa de um lado pro outro.

Depois de uma super indicação num clube de leitura que eu participo, resolvi dar o braço a torcer e ler essa tal trilogia, até porque me disseram que eu não precisaria ler Instrumentos Mortais pra entender – YAY!

E aí, amigos, já dizia Maysa: Meu mundo caiu.

Além de continuar no gênero fantasia urbana, a bendita me ambienta a história do livro no período vitoriano na Inglaterra e tem traços steampunk. Tem combate? Não tem não.

Logo no primeiro capítulo do primeiro livro eu já sofri o impacto. A diferença na escrita era uma coisa absurda. Não parecia, no jeito de escrever mesmo, nenhum pouco com o que eu tinha lido da Cassandra antes. Talvez como ela seja americana e o livro se passe em Londres em um período histórico, ela deve ter feito muito mais pesquisas pra escrever eles, de forma que as descrições são muito bem trabalhadas. Foi uma surpresa mais do que agradável e que se sustentou em todos os três volumes.

Achei os personagens muito mais bem construídos, a personalidade bem sustentada, independentemente dos percalços que eles passaram. Inclusive, super curti a Tessa, a protagonista, e eu tenho sérios problemas com protagonistas em geral. E sim, tem triângulo amoroso, e aí vai o maior choque: Gostei do modo como foi construído. E eu, amigos, sempre detestei triângulos amorosos.

Amei a discussão sobre o papel da mulher e feminismo que tem em todo o livro, é algo que já era discutido, historicamente à época, com os livros da Jane Austen e da Charlotte Brontë, por exemplo. E que ela traz dentro de vários aspectos da própria trama dos livros.

Agora… Will Herondale.

Aos que não sabem, meu amor literário da vida é o Michael Moscovitz, de Diário da Princesa, não tenho nenhuma vergonha em assumir isso para todos que quiserem saber, sou apaixonada por aquele nerd desde os meus doze anos de idade, obrigada. E ele nunca, nem mesmo com o Day, de Legend, foi ameaçado do seu primeiro lugar… Até o Will. Vocês estão entendendo os níveis de choques e tapas que eu levei com essa trilogia? Will Herondale é a razão porque eu terminei Peças Infernais, entrei numa fossa literária e numa obsessão pelo mundo criado pela Cassandra Clare que estou lendo absolutamente tudo que ela já lançou nesse universo – Até mesmo Instrumentos Mortais.

Já podem me internar, obrigada.

Ou enlouquecerem comigo, que é o objetivo do post, aliás.

Quem diria, que depois de quase dois anos e alguns contatos que não renderam nada, uma autora me faria ficar fissurada num universo que eu já não tinha curtido muito, e ainda mais por conta de um personagem. Eu sou uma dessas viciadas literárias, e me orgulho disso. Realmente fiquei fangirl desse de Peças Infernais e “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”.

E se você nunca sofreu de obsessão-ressaca-Meu-Deus-O-Que-Faço-Da-Minha-Vida-Agora em relação a algum livro: Não sabe o que tá perdendo.

Fica a dica.

Extras: Fanarts e Quotes

Retirados do Tumblr

Ps.: Isso não foi uma resenha, se vocês quiserem, faço uma resenha dos livros 😉

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s