O custo da distração

Mais uma rodada de planos falhos. Estava tudo perfeitamente esquematizado, nesse final de semana eu poria meus trabalhos em dia, leria alguma coisa para definir minha dissertação e também começaria a rascunhar o artigo que preciso entregar em breve. Sabem o que eu fiz? Nada do que eu planejava. E um grande nada em geral.

Assisti filmes que já havia visto e comecei séries que não deveria.

Pensei bastante sobre o blog, sobre como eu quero ler mais livros de literatura, como eu quero fazer posts mais legais. E como eu deveria me organizar pra fazer tudo o que eu quero e ainda ter tempo para dormir.

Pensei, pensei, pensei… E não fiz nada.

No auge da frustração de domingo, decidi bisbilhotar o livro que eu ganhei de presente, chamado “Foco” do Daniel Goleman, já conhecia ele pelo “Inteligência Emocional”, embora nunca tenha triscado numa página do mesmo. Eu sei que o cara é PhD em Psicologia, mas só consigo olhar para livros assim como auto-ajuda. Pra quem certamente não ia render lendo “Primeira Década de Tito Lívio”, porque não dar uma olhada no livro que recebi com tanto carinho?

O título já tava me atraindo faz um tempo. Ando sofrendo exatamente desse problema: Foco.

No turbilhão de coisas que tenho que fazer, só consigo pensar nelas, pensar, pensar, e nada.

Quanto as nossas distrações estão nos custando?

Eis a pergunta que me deixou com pulga atrás da orelha e sigo pensando nela enquanto escrevo aqui. O que eu andei perdendo ou deixando de ganhar, ao me afundar cada vez mais nesse tornado de desatenção?

Você já se perguntou isso? O quanto a distração, o excesso de informação, pode estar te prejudicando?

“A riqueza de informações cria a pobreza da atenção”

– Herbert Simon.

É meio difícil de admitir quando a internet é o nosso lar. Quando somos tão naturalmente conectados, e acostumados as milhões de abas e conversas simultâneas, que não conseguimos enxergar que a gente na verdade não tá prestando atenção em muita coisa. E que qualquer tarefa que exija um pouco mais de elaboração se torna um verdadeiro martírio.

É assim que eu me sinto olhando para tudo ao meu redor.

E mesmo com tantos planos, me resigno a inanição.

Essa perguntinha ao mesmo tempo em que me incomoda, me relaxa. Descobri a causa do meu problema, da minha insônia noturna e sonolência matutina. Do meu desgosto, dissabor e frustração constantes: distração demais.

Pensamentos aleatórios demais.

Ultra-estímulo.

Falta de foco.

Fica a dica.

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Um comentário sobre “O custo da distração

  1. carolcaniato disse:

    Me identifiquei 100% com esse post. É impressionante como consigo passar horas pensando sobre o que tenho que fazer, sobre o que quero fazer e acabar não fazendo nada no final das contas… ou pior, gastando todo meu tempo na internet.
    Eu acho que esse turbilhão de conteúdos que são atirados na nossa cara todos os dias causam não só essa distração ou desatenção, mas uma dificuldade de atenção em uma coisa só, por muito tempo. Acho que isso é o mais importante pra mim, principalmente quando penso em posts pro blog por exemplo. Se eu quero escrever uma resenha de livro ou filme, eu tenho que me dedicar somente a isso e a nada mais. E isso exige esforço, foco… Enfim, só depende da gente, né?

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