A sedução do luxo

Luxo-ostentação

Eu admito que gosto de reality shows.

Não BBB, mas outros como Projeto Runaway e America’s Next Top Model.

Hoje foi o dia de fazer uma maratona de ANTM. E que lição aprendemos assistindo a isso? Até os mais resistentes ficam com vontade de viver a suposta vida de glamour. Um trecho de um dos episódios particularmente me fez ficar pensando:

“Luxo não é algo que se compra, é uma sensação”.

Eu ainda acho que luxo se compra sim. Mesmo que você esteja comprando a sensação.

A questão é que essa sensação precisa estar inserida num contexto social. A eventual classificação de algo como luxo ou não é feita individualmente, mas de forma coletiva. Artigos de luxo e o luxo em si mesmo é uma criação que se insere na tentativa de enaltecer aspectos elevados de determinado objeto, estilo ou característica. É algo que precisa ser exclusivo, mas ao mesmo tempo, legitimado por todos.

Acredito eu que a legitimação seja mais por parte dos que não podem tê-lo, inclusive.

Se algo considerado luxo é de fácil acesso, então deixa de ser luxo e passa a ser básico. As coisas básicas você não almeja, você supõe tê-las, ou até mesmo as exige.

Já as coisas de luxo… Elas mexem com o mais profundo do seu psicológico e da sua imaginação. A indústria do luxo é muito persuasiva. E com a exposição frequente, é difícil não se deixar levar por ela.

Nem mesmo um pouquinho.

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2 comentários sobre “A sedução do luxo

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