Resenha: Mar de Rosas – Nora Roberts

288 páginas + Romance +  Bed of Roses + Editora Arqueiro + Nora Roberts

Fui num encontro literário aqui em Belém já faz um tempo, e dentre as diversas novidades que discutimos, uma delas foram os novos livros da Nora Roberts: Quarteto de Noivas. Eu, desde muito cedo, me tornei fã de Nora Roberts. Inclusive, posso considerar que ela foi minha iniciadora nos romances adultos contemporâneos. Costumava comprar os “livros de banca” dela que eram lançados pela Harlequin por conta do preço. E claro que, a paixão pela escrita e desenvolvimento das histórias dela me fisgaram por completo.
Fiquei super animada com os novos livros delas que iriam ser lançados, em primeiro lugar, porque eles estavam por preços super acessíveis (R$29,90!) e também porque sou coração mole e gosto da temática casamento; que na minha cabeça é um desdobramento dos velhos contos de fadas. Sem mais delongas, eu não li Álbum de Casamento, o primeiro livro, comecei pelo Mar de Rosas, o segundo, mas não acho que haja prejuízo no entendimento.
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A série Quarteto de Noivas conta a história de quatro amigas de infância (Mackensie, Emma, Lauren e Parker) que ao se tornarem adultas transformaram uma de suas brincadeiras de infância favoritas – o casamento – em uma profissão. Juntas elas criaram a empresa “Votos” que é especialista em casamentos, prestando todos os serviços essenciais para uma festa de casamento dos sonhos, e cada uma é responsável por uma parte fundamental da empresa.
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Em Mar de Rosas, temos como protagonista Emma Grant, a mais romântica do quarteto e que se tornou a decoradora/florista da empresa Votos. Emma era a que mais se deixava levar pelos sonhos e suspiros românticos de um casamento perfeito, de um homem dos sonhos e de uma dança a luz do luar, quando criança. Tendo uma mãe de origem latina, cresceu em um lar onde a família vem sempre em primeiro lugar, com amor, carinho e afeto, seus pais sendo a inspiração de um casal perfeito. Também é de uma beleza estonteante e não é inibida em relação aos homens, sempre teve muitos relacionamentos, mas nunca encontrou o “certo”.
Do outro lado temos Jack Crooke, arquiteto que conheceu o quarteto ainda na faculdade, ao se tornar o melhor amigo do irmão mais velho de Parker, Delaney Brown. Jack é bem-humorado, talentoso e o típico solteiro que não acredita em casamentos, por ter a experiência traumática do divórcio dos seus pais. Essa proximidade o torna praticamente um membro da família, com as coisas se tornando complicadas quando ele começa a admitir que Emma tem algo de irresistível.
Não preciso nem falar que a construção dos diálogos são perfeitas nesse livro, certo? Emma é uma florista, e está sempre imersas em um monte de flores e pensando nelas, então somos levados a conhecer um pouco sobre o dia-a-dia e o trabalho de uma florista, e a preparação da decoração para um casamento, e como há todo um conceito por trás de um simples arranjo de flores, ou mesmo do buquê. Isso é uma característica da escrita de Nora Roberts. Em todos os seus livros, a profissão dos personagens não é um detalhe terciário na história, ela sempre busca narrar levando em conta a profissão dele e nos trazendo um cenário o mais próximo possível da realidade da profissão/dia-a-dia daquele personagem. A mesma coisa serve para Jack e seus projetos de arquitetura, sobretudo quando ele está tentando desenhar os novos espaços de trabalho do Quarteto, cuja empresa está se tornando uma referência e expandindo.
Uma das coisas que mais gostei do livro foi o modo como Nora trabalhou a personalidade de Emma, ela quase beirou uma Mary Sue* mas os limites eram perfeitamente claros. Emma é bonita, é sensível, carinhosa, romântica e bem-humorada, dificilmente algo a deixa para baixo ou a irrita. Mas ela não se trata de uma personagem sem graça e perfeita, ela é quase uma viciada em trabalho, e sociável, além de ter uma visão aberta sobre relacionamentos. Não é porque ela é romântica que ela tem uma atitude puritana em relação a sexo, por exemplo. Além de um forte senso de responsabilidade pelos amigos e pela amizade.
Outra coisa que eu gostei, mas isso é certeiro, é do desenvolvimento da relação de Jack e Emma. De certa forma, eles são opostos, mas o modo como eles vão construindo a relação ao mesmo tempo maravilhados com as descobertas que fazem um do outro, e confortáveis com o mundo de coisas que eles já sabiam pela convivência achei muito harmônico. Achei muita graça nas cenas de Emma evitando pensar em casamento e sendo racional e Jack não conseguindo não pensar em casamento e surtando e também a preocupação no que a relação poderia afetar não apenas na amizade entre os dois, mas entre os demais.
Enfim, acho que falei o essencial de Mar de Rosas. É uma leitura leve, que faz você suspirar e que te deixa querendo logo ler o próximo (ou o anterior, como foi o meu caso). Tenho uma filosofia que, quando não tenho o que ler, e quero ler algo que me faça suspirar, vou lá e pego um livro de romance da Nora Roberts. É uma leitura “feel good”.
*Mary Sue: Vocabulário de RPG-ORB, significa aquela personagem construída sem nenhum defeito, ela é perfeita em absolutamente tudo.

maquina-de-escrever-311

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